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O
belo Maverick visto nas fotos pertence ao engenheiro eletrônico
Fernando Martins. Hoje em
dia é possível ver a dupla passeando orgulhosa pelas
ruas de São Paulo, e até mesmo ter o
privilégio de ver o V8 urrando nas retas do autódromo
em suas participações nos track days!
O apaixonado proprietário de 30 anos está com o carro
desde 2002. E não pensem que foi fácil
chegar até aqui, muita dedicação e suor foram
dedicados ao clássico nacional. Na época em que
foi comprado, era praticamente só a carcaça sendo
que não contava com motor, câmbio, nem
mesmo estofamento. Fernando brinca dizendo que era o carro dos Flinstones,
já que tinha diver-
sos pontos de ferrugem inclusive no assoalho onde abria buracos.
Fazendo uma avaliação com
olhos de restaurador via-se claramente um carro bem alinhado, nunca
batido e pedindo apenas
por um dono bem intencionado. Desta maneira Fernando encarou a reforma,
os podres se tornaram
um desafio para ele, e apesar do dinheiro gasto e da falta de confiança
até mesmo de alguns
amigos nunca desistiu. Cada detalhe e cada parafuso recebeu atenção
especial durante os 7
anos de trabalho no "cafofo", garagem compartilhada com
amigos, onde passam horas de sába-
dos trabalhando no Maverick e outros carros.
A princípio, diz Fernando, que o carro seria todo original
inclusive com placa preta, porém sabia-
mente preferiu um carro pra acelerar e curtir ao invés de
um carro apenas de exposição. Diversos
ítens de performance foram adquiridos e instalados no famoso
V8. O V8 302 recebeu uma prepara-
ção bem interessante, que rende estimados 250cv. Ventoinhas
elétricas foram instaladas, elas além
de pesar menos ao motor, deram mais eficiência ao sistema
de arrefecimento, da mesma maneira
que a bomba d'água Hi-volume Milodon. Além dos periféricos,
foram trocados diversos ítens no mo-
tor visando a melhoria de desempenho do esportivo. O saudável
carburador Holley com seus bem
escolhidos 650cfm aliado ao coletor de admissão Edelbrock
Victor Jr. garantem "comida" à vontade,
dando fôlego para subir de giro afinado. A taxa de compressão
está em cerca de 9,2:1, uma taxa
muito boa para rodar na gasolina, e foi atingida graças aos
pistões com cabeças "flat" e os cabeço-
tes "rosca grossa" com menor volume na câmara de
combustão. Ignição também recebendo
aten-
ção, conta com distribuidor eletrônico Hei e
cabos de vela Accel. Andar no carro é muito prazeroso,
a marcha lenta é amedrontadora, e qualquer toque no acelerador
já dá "aquela limpada". O giro so-
be com fôlego graças ao comando assimétrico
de 290 graus na admissão e 300 graus no escape.
A suspensão tem molas especiais na frente e feixes re-arqueados
na traseira, dando ao carro visu-
al e comportamento de carro de pista. As buchas de PU garantem a
resistência e firmeza do con-
junto. Ainda estarão presentes no projeto rodas aro 18 e
freio a disco nas 4 rodas.
Não tem por onde passar e não receber elogios ou entortar
pescoços. Fernando nos contou uma
de suas histórias com o carro: "Hoje me divirto quando
vou abastecer, perguntas freqüentes de
consumo são hilárias. Um caso bem engraçado
foi quando um cidadão elogiou o meu carro e disse
que o pai dele já tinha tido um Opala igual ao meu. Eu ri
e demonstrei interesse pra ver onde a es-
tória iria. Ele pediu pra ver o motor, Perguntou se era envenenado.
Ri novamente. Respondi que
não era envenenado não e que era bem saudável
até. Com o capô aberto o cidadão pergunta...
É
seis “caneco”? Desta vez eu não ri. Respondi
que era, só que este tinha mais 2 de reserva caso
necessário!" A consagração veio na participação
de um trackday, onde Fernando percebeu que fez
a escolha certa ao explorar tudo que o carrão tem a oferecer,
e o belo Maverick virou um dos car-
ros mais comentados do evento! |